sábado, 6 de dezembro de 2025

O PICAPAU AMARELO DO SBT | COMO TUDO COMEÇOU

 Seguindo nossa saga aqui no canal, onde estamos mergulhando em todas as adaptações do Sítio do Picapau Amarelo na TV, chegou a hora de voltar no tempo e falar sobre as origens de O Picapau Amarelo.

Você sabia que tudo começou com câmeras escondidas no Programa Silvio Santos? Pois é! Antes de virar série e até chegar ao streaming, essa nova versão passou por um caminho curioso  e a gente vai te contar tudo agora.

A ideia de produzir uma câmera escondida inspirada no universo de Monteiro Lobato surgiu em 2021, em comemoração ao centenário do Sítio do Picapau Amarelo. A proposta partiu do diretor Jefferson Cândido, maior pesquisador da obra de Lobato que sonhava em realizar uma adaptação de Emília e sua turma. 

Ele já vinha dirigindo o quadro “Câmeras Escondidas” desde 2010 com grandes sucessos no currículo como A menina fantasma do elevador, além das baseadas em filmes de terror como a do boneco assassino Chucky e Annabelle. Mas o universo infantil também já havia sido explorado pelo diretor, que no ano de 2019 fez uma câmera escondida em homenagem aos 50 anos da Vila Sésamo. 

Mas espera aí... antes de seguir, vamos contextualizar essa história direitinho, afinal, aqui no canal a gente gosta de deixar tudo bem explicadinho, pra não restar dúvidas, não é mesmo? Bom, essa não foi a primeira vez que o Sítio dava sinais de participar da grade do SBT não! 

Lá nos anos 70, o ilustrador Ely Barbosa revelou que ele e Silvio Santos chegaram a planejar um filme de animação com os personagens de Monteiro Lobato. A ideia era promissora, mas infelizmente não foi adiante.

Já nos anos 90, o Grupo Silvio Santos, por meio do Teatro Imprensa e sob a supervisão de Cintia Abravanel, levou a turma da Emília aos palcos em duas peças musicais. A proposta foi tão bem recebida que quase se transformou em uma nova adaptação televisiva... mas, mais uma vez, o projeto acabou engavetado.

Foi apenas em 2021 que as porteiras do Sítio se abriram de vez para o SBT, com a produção da primeira adaptação oficial da emissora. A iniciativa surgiu quando Jefferson retornou das férias, em fevereiro daquele ano, com a ideia na cabeça: criar uma homenagem ao centenário do Sítio do Picapau Amarelo.

ESCOLHA DO ELENCO

O primeiro grande desafio foi escolher quem daria vida aos personagens icônicos criados por Monteiro Lobato. Vale lembrar que estávamos no auge da pandemia do coronavírus, o que exigiu que os testes fossem realizados de forma totalmente online. Textos e vídeos eram enviados e recebidos via WhatsApp ou e-mail, garantindo que o processo continuasse mesmo diante das dificuldades do período.

Para dar vida à Emília, a escolhida foi a atriz mineira Débora Gomez. Quem acompanha o canal já sabe: ela chegou a ser cotada por Geraldo Casé para substituir Isabelle Drummond na temporada de 2007 da Globo, mas divergências com a emissora acabaram impedindo sua estreia na época.

Não aconteceu em 2007, mas aconteceu em 2021 o destino sempre dá um jeito, não é? Débora, que já colecionava trabalhos no SBT entre 2003 e 2007, finalmente assumiu o papel da boneca mais famosa do Brasil.

Ah, e para quem quiser saber mais sobre a trajetória da atriz, tem um vídeo completinho aqui no canal que você pode conferir logo depois deste.

Já o Visconde de Sabugosa ficou por conta de Hugo Carvalho, escalado por indicação de Suzana Abranches, a Emília da versão global dos anos 80. Hugo brilhou no teste, especialmente por sua semelhança física e cênica com André Valli, o eterno Visconde.

E como Tia Nastácia, ninguém melhor que Bibba Chuqui. Atriz e cantora, Bibba já havia interpretado a personagem nas peças dos anos 90 dirigidas por Cintia Abravanel, e também no musical de 2009, produzido pela Chaim Produções. E olha só que bonito: Jefferson Cândido, diretor da nova adaptação, assistiu às peças e já dizia, naquela época, que se um dia produzisse sua própria versão do Sítio, chamaria Bibba para ser sua Tia Nastácia. Promessa feita. Promessa cumprida.


Para dar vida à Narizinho, a ideia era encontrar uma atriz que representasse bem as características da personagem nos livros de Monteiro Lobato. A escolhida foi Marianna Santos, que já havia participado de novelas no SBT e se mostrou a opção ideal naquele momento.

Já para Pedrinho, a busca foi um pouco mais desafiadora. Mais de 50 atores participaram dos testes, mas quem conquistou o papel foi Felipe Lago, graças à sua dinâmica natural e entrosamento em cena.

Curiosamente, Marianna e Felipe já eram amigos de longa data, e foi justamente a mãe de Marianna quem indicou Felipe ao diretor Jefferson Cândido. Uma escolha que uniu talento, amizade e sintonia, ingredientes perfeitos para dar vida à dupla mais aventureira do Sítio! 

Para viver Dona Benta a atriz Patrícia Mayo que era amiga pessoal da atriz Lúcia Lambertini eternizada como a Emília da primeira adaptação televisiva do Sítio. Mas uma curiosidade breve: Lidia Rosenberg, primeira Narizinho na TV Tupi em 1952 chegou a ser sondada para o papel que acabou indo para Patrícia.


E finalizando a escalação do elenco temos como Rábico o ator e comediante Adilson de Carvalho.

FIGURINOS E CENÁRIOS

Para a criação dos figurinos, foi feito um estudo profundo com o objetivo de trazer referências visuais ricas e várias homenagens às versões clássicas do Sítio.

No caso do Visconde, a proposta era criar um visual mais clássico, próximo às ilustrações originais dos livros, unindo simplicidade e um toque de modernidade. O resultado é um figurino elegante, que respeita as raízes do personagem sem perder frescor.

Já a Emília ganhou um figurino cheio de simbolismos e afeto. A roupa foi inspirada na versão de Lúcia Lambertini, a primeira Emília da televisão nos anos 50. A peruca, por sua vez, é uma mistura criativa: traz elementos dos retalhos coloridos da Emília dos anos 70, junto com as listras nas meias e nos braços, reforçando sua aparência de boneca.

As cores escolhidas? Tons pastel modernos,chamados de Candy color que estavam na moda entre as crianças na época e equilibram nostalgia e inovação  tudo para que a nova Emília fosse reconhecida, amada e ao mesmo tempo única.

O vestido da Tia Nastácia é feito de um tecido chamado Java, que vem diretamente da África. Além disso, o lenço na cabeça que sempre foi uma forte referência nas ilustrações da personagem não pôde faltar.


A cenografia do Sítio teve forte inspiração nas casas das adaptações exibidas pela TV Tupi e pela Bandeirantes. E tem um detalhe curioso: a porta da casa não foi construída do zero. Eles buscaram uma porta de época para trazer aquele ar de nostalgia e a sensação real de estar em um sítio de verdade.

Ah, e tem mais: todo o cenário foi montado na área externa dos estúdios do SBT e, para completar, ainda construíram um laboratório exclusivo para o Visconde, bem ao lado da casa!

PRODUÇÃO E ESTREIA 

A produção começou mesmo em fevereiro de 2021. No dia 30 de Abril, já estavam rolando os primeiros testes de maquiagem e a ansiedade só aumentava! Pouco tempo depois, no dia 12 de julho, aconteceu um momento super especial: a primeira leitura de texto com o elenco e, de quebra, a tão esperada primeira visita ao Sítio. E aí veio o grande dia: em 17 de julho rolou o primeiro dia de gravação! Dá pra imaginar a emoção de todo mundo, né?

A estreia só veio a acontecer no dia 10 de outubro, quando o quadro Câmeras Escondidas trouxe a primeira pegadinha com o tema do Sítio do Picapau Amarelo, intitulado “A Gula do Rabicó”.

Na história, Rabicó exagera na comilança e acaba precisando de uma cirurgia de emergência. Mas, com a ajuda do Visconde e das crianças, tudo se resolve — e, claro, a aventura termina daquele jeitinho que a gente ama: com uma bela mesa preparada por Dona Benta e Tia Nastácia.


Além disso, um making-of e até uma versão em formato de ‘conto’ da pegadinha foram ao ar no YouTube, e o elenco também ganhou destaque no programa especial de Dia das Crianças das Câmeras Escondidas. O sucesso foi enorme: só a primeira câmera já soma mais de 628 mil visualizações!

E com toda essa repercussão, a produção não perdeu tempo e logo encomendou mais uma câmera escondida, dessa vez, um especial de Natal.

Nesse episódio, uma aventura inusitada toma conta do Sítio: a emblemática figura do Papai Noel aparece por lá, mas só pode ser vista pelas crianças. Toda vez que um dos adultos cruza com ele, simplesmente não consegue enxergá-lo.

E tem mais: a pequena Emília, encantada com o bom velhinho, ganha um novo boneco que tem vida  o João Faz de Conta, irmão do Pinóquio! Os leitores mais atentos vão lembrar: ele aparece no livro Reinações de Narizinho. Sem falar que Emília ganhou um vestidinho especial para a ocasião muito fofo! E um detalhe: a atriz Débora Gomez gravou essa câmera escondida GRÁVIDA!!


2022 E 2023

E não deu outra: caiu no gosto do público! O Picapau Amarelo passou a produzir novas câmeras escondidas de tempos em tempos. A próxima foi “Os Ovos de Ouro”, exibida no ano seguinte, que trouxe um novo figurino para a Emília e ainda a presença ilustre do Capitão Gancho, interpretado por Adriano Arbool!

Nessa produção, o laboratório do Visconde foi completamente reformulado, ganhou novos elementos e até contou com a participação especial de um papagaio de verdade, dublado por ninguém menos que Kelly Guidotti, famosa por dar voz ao Elmo da Vila Sésamo no Brasil.


E no dia 14 de abril de 2023, foi anunciado no canal das Câmeras a produção “Emília Substantivo Próprio”, baseada no livro Emília no País da Gramática. Nessa história, a nossa Emília se encontra com outra Emília  a tal substantivo próprio. E olha que curioso: um pouquinho antes, na CCXP, Lindainês Deterling havia substituído Débora Gomez como a boneca. A recepção foi tão boa que o convite para participar dessa câmera veio naturalmente!

Vale lembrar que Lúcia Lambertini já tinha sido homenageada anteriormente, então agora era a vez de Zodja Pereira, que viveu Emília na versão da Bandeirantes, em 1967. Essa adaptação também teve um episódio com a Emília Substantivo Próprio, então a referência do vestido inspirado no figurino de Zodja caiu como uma luva!

Ah, e um detalhe de bastidores: Marianna Santos, intérprete da Narizinho, recriou um penteado inspirado no visual da Narizinho de Izabella Bicalho, de 1984, no episódio A Vontade do Anjinho. A gente ama uma boa referência, né?


A essa altura, já estava nítido: uma série precisava acontecer! Sempre junto das câmeras escondidas, o diretor aproveitava os ensaios e ainda produzia versões especiais em formato de “conto” para o canal TV ZYN. Era tipo um teste mesmo, pra ver como o público reagia  e adivinha? Deu super certo! Foi daí que veio a certeza de que o projeto tinha potencial pra virar série.

E tem mais: no mesmo dia da gravação de “Emília Substantivo Próprio”, a equipe gravou também o piloto dos quadros “Receita da Tia Nastácia” e “Experiências do Visconde”. E olha esse detalhe curioso: na época, a cozinha da Tia Nastácia ainda nem existia! Por isso, a solução foi improvisar e gravar tudo na fachada da casa mesmo. Criatividade que fala, né?


Ufa! Quanta coisa rolou antes de estrear a primeira temporada né? Mas ai é ja assunto para outro artigo. E agora eu quero saber de você, qual a sua camera escondida favorita? deixa aqui nos comentarios.

Texto e pesquisa: Luís Henrique.


A PRIMEIRA PEÇA MUSICAL DO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO EM PORTUGAL

 Em 2003, o Sítio do Picapau Amarelo invadiu Portugal com o musical "No Reino das Águas Claras" e adaptado por um brasileiro, isso mesmo!. Eu sei que nesse momento você está se perguntando: "como assim", mas calma, nesse post te conto tudo que precisa saber sobre esse espetáculo licenciado pela Rede Globo  na gringa que ganhou até trilha sonora oficial lançada em CD. 

      

Antes de tudo é importante lembrar que o Sítio do Picapau Amarelo já era conhecido em terras portuguesas, pois a versão da série produzida pela TV Globo entre 1977 e 1986, foi exibida em Portugal pela RTP e naquele momento, a nova versão produzida em 2001 já estava no ar pelo canal SIC. 

Produzida pela produtora "Plano 6" e adaptada por Cláudio Figueira e Carlos Artur Thiré, a escolha do "Sítio do Picapau Amarelo" para esse projeto em Portugal se deu por uma combinação de fatores. Depois de dois produzirem dois espetáculos originais que fizeram muito sucesso, a produtora quis apostar em algo mais estratégico, escolhendo uma obra já conhecida e querida do público. 

Como já citado anteriormente, o "Sítio" fez muito sos ucesso na TV portuguesa, e isso ajudou a alavancar o projeto.Com isso, para dar continuidade a essa parceria, negociaram com a Rede Globo, detentora dos direitos autorais da obra para a realização do  musical.

E lembra que falei que tinha dedo “nosso” nessa adaptação, pois é, como citado acima, estamos falando de Carlos Arthur Thiré que vem de uma família profundamente envolvida com o teatro. 

Seu pai, Cécio Thiré, foi diretor e ator de teatro e TV. Sua avó, Tônia Carreiro, é lembrada como uma figura de destaque no teatro nacional. Na mesma linha, seu irmão Miguel Thiré vive em Portugal, trabalhando com teatro, enquanto sua irmã Luiza Thiré, também envolvida com o meio, reside no Rio de Janeiro, onde dirige núcleos infantis de programas de TV e filmes.

Desde pequeno, Carlos esteve imerso nesse ambiente artístico. Mesmo tendo tentado fugir desse destino e se formado em biologia, a paixão pelo teatro sempre esteve presente. Ele nunca chegou a exercer a profissão de biólogo, mas, após um tempo refletindo sobre sua vida, percebeu que queria mesmo era seguir os passos da família no palco. Foi então que se matriculou na CAU, a Casa de Arte de Laranjeiras, no Rio, onde fez um ano e meio de curso antes de se aventurar em Londres, para um intercâmbio e cursos relacionados ao teatro.

     

De volta ao Brasil, Carlos iniciou sua carreira profissional, trabalhando em novelas e peças, e até mesmo escrevendo algumas. Embora sua carreira tenha sido mais instável do que a de sua família, ele seguiu trabalhando, até que há 10 anos abriu uma colônia de férias.

Sua trajetória no teatro começou, de fato, quando estreou como autor e ator em um espetáculo, no qual teve a oportunidade de trabalhar com seu pai. Foi nesse contexto que um produtor o convidou para colaborar na criação de um espetáculo infantil. O sucesso dessa parceria resultou na criação de mais de 12 espetáculos infantis, sendo que o "Sítio do Picapau Amarelo" foi o terceiro da série, e também o mais significativo.

O processo de seleção do elenco e do roteiro envolveu uma grande bateria de testes. Foram feitas uma semana de audições, após um processo inicial de inscrição, onde as pessoas enviaram cenas gravadas para serem analisadas antes. Também houve uma pré-seleção. No final, o elenco foi formado, e a grande estrela da peça eram os próprios personagens, não os atores.

        

E olha, se tem uma coisa que a família e os detentores dos direitos da obra de Lobato eram, é chatos. Na verdade, iam bem além do necessário com essa questão de direitos autorais, tem horas que acho importante, mas em outras, nem tanto… 

Enfim, em determinado momento, durante os ensaios da peça, foi enviada uma pessoa em Portugal, representando a Rede Globo, para acompanhar tudo de perto. Ela ficava responsável por garantir que estivesse tudo nos conformes, verificando se a história do Sítio e os personagens estavam sendo respeitados, sem nada saindo do roteiro.

A peça estreou no dia 5 de outubro de 2003 e teve uma nova temporada entre 4 de fevereiro e 2 de maio de 2004, no Teatro Tivoli, em Lisboa. 

A trilha sonora ficou a cargo de Zé da Ponte, e como desde o começo, a proposta foi criar músicas originais, nenhuma música da versão brasileira foi adaptada. Carlos, como diretor na época, até tentou contestar: “Poxa, mas as músicas são tão marcantes! Como vamos montar o Sítio do Picapau Amarelo sem essas músicas que fazem parte do nosso imaginário infantil?”

Os direitos autorais das músicas originais seriam uma verdadeira fortuna e também, com o argumento de que essas músicas não faziam parte do imaginário das crianças de Portugal, elas eram mais lembradas pelos adultos, que tinham essa memória afetiva da infância. 

          

A trilha foi lançada em CD pelo selo Som Livre e distribuida pela Sony Music com doze faixas no total com o proprio elenco cantando as canções. De acordo com o Jornal de Notícias, uma fonte da CGCom revelou que o espetáculo musical Reino das Águas Claras, inspirado na obra de Lobato, já havia sido assistido por mais de 70 mil pessoas só na primeira fase em Lisboa.

Alguns atores do elenco do espetaculo:

Emilia: Ana Catarina Alfonso

Pedrinho: Dino

Narizinho: Ana Teresa

Visconde de Sabugosa: Rui Melo

Dona Carochinha: Silvia Silva

Aranha Costureira: Lura

Doutor Caramujo: João Ascenso

José Lobato: Rábico

Texto e pesquisa realizada por: Luís Henrique, com a colaboração de Carlos Thiré. 


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

LINHA NATURA CRIANÇA do SÍTIO DO PICAPAU AMARELO (2001 - 2006)

Você sabia que a Natura já lançou uma linha COMPLETA de produtos inspirados no Sítio do Picapau Amarelo? Isso mesmo! A magia do mundo de Monteiro Lobato foi parar até nos shampoos e sabonetes infantis. Que tal relembrarmos juntos essa história cheia de nostalgia? 

No dia 12 de outubro de 2001, a Globo estreava a nova versão de Sítio do Picapau Amarelo no programa infantil Bambuluá. E não é que o sucesso foi tanto que o programa logo rendeu muitos licenciamentos pela Globo Marcas? Só em 2001, foram 30 empresas licenciadas e cerca de 180 itens com os personagens de Monteiro Lobato, tudo com o selo Sítio do Picapau Amarelo!

Mas teve uma parceria que chamou a atenção: a linha Natura Criança lançou produtos com estampas da Emília e do Visconde de Sabugosa! Isso mesmo, ainda em 2001, os primeiros itens da linha foram: Sabonete líquido, sabonete, Shampoo, condicionador (para cabelos lisos e cacheados), Águas de Colônia (para meninos e meninas), Emulsão Hidratente e Gel fixador para cabelos. A linha foi pensada para o público infantil a partir de 3 anos, tudo com o carinho e cuidado que a Natura sempre trouxe.


E o sucesso não parou por aí! A Natura logo ampliou o portfólio em 2002 e lançou uma linha sob o titulo "No reino das águas claras" que contava com sabonete em barra, shampoo e condicionador, shampoo para cabelos cacheados e creme para pentear.


Também em 2002, produtos da linha do primeiro lançamento do ano anterior receberam novo designer nos produtos como mostra a imagem abaixo: 

shampoos e condicionadores com fragrância de maçã, tanto para meninos quanto para meninas. As embalagens super coloridas traziam Pedrinho e Narizinho, estimulando a imaginação e brincadeiras.

A linha cresceu ainda mais, incluindo sabonete em barra, creme para pentear, loção hidratante, gel dental, gel fixador e até águas de colônia nas versões Meninos, Meninas, Florzinha e Alecrim. Tudo testado dermatologicamente, sem álcool nem corantes agressivos, garantindo a segurança para a pele e cabelo das crianças!

Em 2006, a Natura voltou a investir no Sítio do Picapau Amarelo e lançou mais produtos da linha Natura Criança, sempre com o objetivo de unir diversão, aprendizado e cuidado para o dia a dia dos pequenos.

Durante essa parceria, a Natura ainda enviava brindes super legais para quem comprava os produtos! Tinha Saci que soltava bolhinhas de sabão, fantoches, VHS com o episódio No Reino das Águas Claras, quebra-cabeças, jogos da memória, e até desenhos para colorir!

E aí, quem lembra desses produtos? Já teve algum shampoo, sabonete ou até colônia do Sítio do Picapau Amarelo em casa? Conta pra gente nos comentários e vamos reviver mais essa lembrança mara

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

FESTA DO FAZ DE CONTA | Curiosidades do episódio de 2001

 Personagens de contos de fadas, bagunça da Cuca e até um circo no meio do sítio. Hoje vamos relembrar a ‘Festa do Faz de Conta’, um episódio inspirado em ‘Reinações de Narizinho’, que trouxe Cinderela, Branca de Neve, Aladim e muitos outros para viver momentos inesquecíveis ao lado da turma. Vem comigo que essa história é cheia de curiosidades e participações especiais que você vai adorar relembrar! Mas antes…



O episódio “Festa do Faz de Conta” foi inspirado nos capítulos “Cara de Coruja” , “O Irmão do Pinóquio” e “Circo dos Escavalinhos”, do clássico "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato. Na história, a turma do Sítio decide organizar uma grande festa para receber os personagens dos contos de fadas e até os vilões resolvem dar as caras! A Cuca, por exemplo, causa uma baita confusão ao transformar Dona Benta e o Coronel Teodorico em crianças.

Na segunda parte da trama, Dona Benta recebe um livro sobre o Pinóquio e, ao ler a história para os netos, desperta a imaginação da Emília, que tem uma nova ideia: criar um irmão do Pinóquio ali mesmo no sítio! E pra completar a agitação, Emília ainda propõe montar um circo para animar a turma e a ideia é recebida com muita empolgação por todos.

O episódio “Festa do Faz de Conta” estreou no dia 19 de novembro de 2001 e  foi a sexta história da temporada.  O sucesso do seriado refletiu não só na audiência das manhãs da Globo, mas também no interesse de grandes nomes da televisão em participar do Sítio do Picapau Amarelo. Uma matéria publicada no jornal Extra em 20 de novembro de 2001 destacou esse fenômeno: todo mundo queria ir ao Sítio!

Taís Fersoza, que na época estava prestes a entrar em O Clone, viveu momentos de puro encantamento ao interpretar a Cinderela no episódio Festa do Faz de Conta. Com apenas 17 anos, ela contou que participar de uma obra inspirada em Monteiro Lobato foi como entrar num verdadeiro conto de fadas. Apesar de ter aparecido em apenas três episódios, foi reconhecida pelo público infantil. “Outro dia, fui ao médico e encontrei crianças que me chamaram de Cinderela. Foi maravilhoso”, relembrou, emocionada.

Taís também revelou que ficou apaixonada pelas crianças do elenco e chegou a fazer amizade com Isabelle Drummond. Nos bastidores, o clima era de pura diversão: “Brincávamos de adedonha nos intervalos”, contou a atriz, reforçando o quanto a experiência foi leve, divertida e marcante.

Regiane Alves, que estava prestes a estrear na novela Desejos de Mulher, também se sentiu muito honrada por interpretar a Branca de Neve. Aos 23 anos, ela revelou que o Sítio do Picapau Amarelo fez parte da sua infância e que assistia ao programa todos os dias, antes mesmo de ir para a natação. Para ela, a nova versão conseguiu manter a essência da original, mesmo com uma linguagem mais moderna. “É um trabalho primoroso que estava fazendo falta, tanto para as crianças quanto para os adultos”, destacou, feliz por ter feito parte desse universo tão especial.




Márcio Kieling, que deu vida ao Aladim, também compartilhou sua emoção. Com 23 anos na época, ele disse que participar do Sítio foi como fazer uma viagem no tempo. “Quando eu era criança, ficava imaginando como seria o mundo da fantasia. Foi muito prazeroso estar lá. Mesmo grandinho, continuo assistindo ao Sítio. Adoro!”

E fechando com chave de ouro, Ary Fontoura, que interpretou o Coronel Teodorico, amigo da Dona Benta, destacou o poder transformador da obra. Para ele, o Sítio ajuda as pessoas a acreditarem nos próprios sonhos. “Nunca entendi por que o programa saiu do ar. A obra de Monteiro Lobato é inesgotável. Ela traz uma mensagem que faz as pessoas acreditarem que sonhar é bom. A TV é um veículo muito importante e, por isso, não pode perder tempo com coisas estúpidas como vem acontecendo. O Sítio colabora para que as pessoas sejam melhores.

Mas você reparou em dois rostinhos bem conhecidos nesse episódio? Pois é! A atriz que interpreta a Chapeuzinho Vermelho é Natália Limaverde, que anos depois voltaria ao Sítio do Picapau Amarelo para viver a personagem Tetéia na versão de 2005. Já o ator Bernardo Castro Alves, que aparece aqui como o Coronel Teodorico criança, também retornou à série em 2003, no episódio “Os Bandeirantes”.



O episódio também contou com a participação de Bussunda, que interpretou o Gênio da Lâmpada. A presença de humoristas, atores de novelas e nomes já consagrados mostrava a força do projeto, que unia gerações em torno da obra de Monteiro Lobato.


Outra referência ao folclore brasileiro aparece no núcleo do Saci. Após aprontar com Quindim e Pedrinho, ele recebe um castigo de Tio Barnabé, inspirado no conto “Boneca de Piche” — uma fábula do folclore nacional que conta a história de um macaco preso por uma armadilha em forma de boneca feita de piche.


No Circo dos Escavalinhos, a turma do Sítio recebe diversos convidados especiais, incluindo os personagens do Reino das Águas Claras. Mas você sabia que, no texto original, o Príncipe Escamado não participa da história? Isso porque ele havia desaparecido após sua última visita ao Sítio de Dona Benta — e Narizinho chega a suspeitar que ele tenha sido devorado pelo Gato Félix!





ELENCO CONVIDADO:

Bernardo Castro Alves - Coronel Teodorico criança

Bussunda - Gênio

Carlos Nunes - Lobo Mal

Regiane Alves - Branca de Neve

Tassia Casse - Dona Benta criança

Marcio Kieling - Aladim

Janser Barreto - Pequeno Polegar

Josie Antello - Dona Carochinha

Marcelo Faria - Ali Babá



Eduardo Almeida / Eduardo Canuto/ Geraldo Lopes / Gilberto Miranda / Gilza Melo / Guta Gonçalves / Juliana Pontes


Maria Mariana - Arainha

Mariana Trigo - Arainha

Rafael Novaes - Principe Escamado

Sarah Maciel - Arainha

Thiago Mendonça - Bagre Mordomo

Ana Paula Botelho - Dona Aranha

Beatriz Browne - Miss Sardini