Lúcia Lambertini: da boneca “Emília” à veneranda “Dona Zezé”
Lúcia Lambertini é uma das mais completas profissionais de nossa televisão. Jovem ainda, é capaz de criar diversos tipos cômicos, desde a viva boneca “Emília” do programa “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, até a venenosa e confusa “D. Zezé” do “São Paulo se Diverte”.
É, além disso, versátil atriz dramática e capacitada produtora. Esta última atividade é a que mais lhe agrada. E, dentro dela, Lúcia procura se dirigir de preferência ao público infanto-juvenil, criando programas diferentes.
Na TV-Cultura de São Paulo, ela mantém dois programas do gênero: às terças-feiras o “Contando e Imaginando”, onde teatraliza pequenos contos e historietas infantis, utilizando um elenco em que participam alguns de seus familiares, como os dois filhos, e sobrinhos; e às sextas-feiras o “Viva Marionete”, com figuras ao vivo fazendo-se de marionetes em pequenas histórias.
Além disso, produz para o mesmo Canal 2, aos domingos, 18 horas, o “Teatro da Fé”, em que participa também como atriz. Seu grande orgulho foi viver durante muito tempo, e mesmo depois de ser mãe, a figura espirituosa da famosa boneca “Emília” da literatura infantil de Monteiro Lobato.
Afora o trabalho constante do vídeo, Lúcia é uma perfeita dona de casa, e quando pode adora nadar. É casada com o diretor de imagens Elio Tozzi, contratado da TV-Excelsior. Lúcia atua como independente e não pretende assinar contrato. Prefere essa liberdade, que lhe permite produzir, em outras telemissoras, programas do gênero de sua preferência: os infanto-juvenis.
Apesar de toda essa grande atividade, Lúcia acha que ainda não teve o seu grande momento. Entretanto, ela já tem seu nome ligado à história de nossa televisão. E por muito tempo ainda a veremos, cada dia diferente, mas sempre a mesma artista admirada pelas crianças e pelos adultos também.
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